Dicas de educação financeira para microempreendedor

By 18 de julho de 2019Dicas

O que começou como uma alternativa hoje já é uma realidade de muitos empreendedores, mas ser dono do próprio negócio e torná-lo saudável ainda é um desafio. Quantas pessoas você conhece que já fecharam um comércio porque gastaram o dinheiro da empresa achando que era o seu, ou, acabou acumulando dívidas? Por isso, trouxemos algumas dicas de educação financeira que vão ajudar você, microempreendedor.

Qual a importância da educação financeira?

Como empreendedor, é importante entender que buscar um aperfeiçoamento na própria educação financeira é fundamental para manter o negócio saudável, inclusive, no que diz respeito ao público e ao mercado escolhido.

 

Atualmente, segundo dados do SEBRAE, os ramos de confecções, tecnologia e até alimentação, como, por exemplo, as marmitas congeladas, são os que mais estão em alta. Ainda segundo a entidade, 1 em cada 4 empresas fecham antes de completar 2 anos. Com esse dado, fica ainda mais evidente a necessidade de colocar em prática dicas de educação financeira.

Se adaptar ao modelo de baixo investimento inicial pode gerar um retorno rápido do valor aportado na nova empresa, mas também é essencial estar atento às oportunidades e dificuldades. Para iniciar uma boa gestão financeira, o primeiro passo é tomar uma decisão importante: separar o dinheiro do negócio do dinheiro das despesas particulares, afinal, fica muito mais fácil observar os gastos, investimentos e o lucro com as finanças desassociadas.

Dica de educação financeira: desvendando os mistérios de uma DRE

Para facilitar esse controle, é importante que os lançamentos da empresa sejam reconhecidos nos períodos nos quais ocorrem, independentemente de terem sido recebidos ou pagos. Essa é uma das dicas de educação financeira que é baseada em termos da contabilidade, via de regra, o DRE – Demonstrativo de Resultado do Exercício.

De forma simplificada, para se chegar ao resultado da empresa tem-se:

Receitas (-) Custos (-) Despesas (-) Impostos = Resultado (Lucro ou Prejuízo).

Importante: Nem todo lançamento contábil corresponde a uma movimentação no caixa da empresa. Imagine a seguinte situação prática:

Um pequeno negócio de venda de bolos em potes, por exemplo, vende um montante de 20 unidades por R$ 120,00 na seguinte condição: 3 vezes de R$ 40,00 no cheque pré-datado (uma entrada em mais 30 e 60 dias); emite a nota fiscal e faz a entrega.

Pronto! Do ponto de vista do Regime de Competência houve a venda e houve a receita de R$ 120,00. Porém, do ponto de vista do caixa, entraram somente R$ 40,00 até agora.

O restante deverá entrar somente com 30 e 60 dias. A mesma lógica serve para as compras a prazo, os impostos com recolhimentos trimestrais, etc.

Administre bem o regime de caixa

Diferentemente do regime de competência, no Regime de Caixa as receitas e despesas são apropriadas no período de seu recebimento ou pagamento, respectivamente, independentemente do momento em que são realizadas. Por isso, é importante administrar as contas pelo Regime de Caixa, ou simplesmente, administrar o caixa no dia a dia.

Quando se fala em regime de caixa em dicas de educação financeira, o correto é utilizar os termos entradas e saídas de recursos (para caracterizar o fluxo financeiro) e sobras ou faltas de caixa (para o resultado do período analisado).

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Administração do dinheiro exige-se tempo, dedicação e conhecimento. Nem sempre estar por dentro do negócio oferece alçada suficiente para analisar qual a melhor solução dos problemas financeiros, entre eles, a falta de recursos para manter as contas do empreendimento em dia.

 

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